Mães Solteiras (1ª Parte: Varge Mondar)
Ricardo Martins perguntou a André Henriques se queria fazer uma banda punk. Estava com saudades de fazer barulho. André Henriques riu-se e perguntou a Ricardo Martins se este não tinha já bandas suficientes na sua vida. Ricardo Martins riu de volta e acrescentou que gostava de convidar Gaza – alcunha de Pedro Cobrado – para tocar baixo. André Henriques gosta muito de Gaza – alcunha de Pedro Cobrado, embora nunca tenha percebido se é recíproco. Aceitou, com a condição de não ser o vocalista e de as músicas não passarem a marca dos dois minutos e trinta. Gaza – alcunha de Pedro Cobrado – respondeu à mensagem com o seguinte texto: “Baza”.
Ricardo Martins, André Henriques e Gaza – alcunha de Pedro Cobrado – fizeram dois ou três ensaios e as canções não paravam de aparecer. Depois de namorarem algumas opções para vocalista, lembraram-se que a escolha óbvia sempre esteve ali ao lado. Eis que André Henriques envia uma mensagem a Joaquim Albergaria (doravante designado por Quim) questionando se o seu amigo estaria oficalmente reformado do punk rock, no sentido em que nunca mais, em hipótese alguma, consideraria ser o homem aos gritos defronte de uma banda. Quim retorquiu por mensagem em letras capitais: “TENHO PENSADO EM VOLTAR A BERRAR, TODAS AS SEMANAS.”
Num par de meses fizeram um disco com 13 canções, gravaram num dia e meio e chamaram-lhe “VAMOS SER BREVES”.
Fazer uma banda punk depois dos 40 não é coisa pouca. Voltar onde começaram, como se isto fosse 1998.
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