O MIL não é só um festival e uma convenção. É um espaço de discussão e partilha em permanência, que antecipa tendências, convida ao debate e, mais tarde, se materializa na Revista MIL. Uma publicação de jornalismo lento, que procura enquadrar o presente sem correr atrás da atualidade mediática. Este sábado, apresentamos o nº 6, na Casa Capitão.
Partindo dos debates iniciados na Convenção MIL (8–11 de outubro de 2025), o novo número da Revista MIL aprofunda temas que atravessam o presente: entre a promessa de democratização tecnológica e a intensificação das lógicas de mercado, a criação artística e os espaços culturais enfrentam pressões cada vez mais evidentes — mas continuam também a encontrar novas formas de encontro, criação e participação.
É neste contexto que a nova edição da Revista MIL, preparada em paralelo à edição de 2025 do MIL Festival & Convenção, se interroga sobre o lugar da cultura hoje. E o seu lançamento, no sábado, será um momento de celebração que se estende por vários espaços da Casa.
O programa começa às 15h, no Terraço, com um concerto da cantora de r&b Mariela, que se apresentou ao vivo há uns meses, no Festival MIL. Segue-se, pelas 16.30, uma conversa entre Carolina Franco, Margarida Valença e Miguel Rocha, três dos jornalistas que, juntamente com Sofia da Palma Rodrigues, contribuíram para esta edição.
Carolina Franco escreve sobre o potencial revolucionário da música (ou a sua ausência), passando por hackers, ferramentas open source e a democratização do DJing. Margarida Valença reflete sobre cultura e democracia, comunidade e precariedade. Miguel Rocha medita sobre cultura alternativa, grandes festivais e jornalismo musical.
Após conversa, voltamos ao Terraço para mais um par de concertos. Nex Supremo, rapper do Fim do Mundo, atua a partir das 18h. E uma hora mais tarde, pelas 19h, dança-se ao som de Silvino Branca, uma das figuras mais relevantes do funaná moderno, em particular da nova e selvagem estirpe conhecida como cotxi pó.
No Primeiro Andar, em permanência, estará patente uma exposição da ilustradora Mariana Malhão, responsável pelo desenho das páginas desta edição.